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14 de setembro de 2021

Tabela FIPE de carros: como funciona? Veja como utilizar!

A Tabela FIPE de carros é muito utilizada pelas seguradoras e empresas financeiras para definir o valor de seguros e financiamentos. Mas você sabe como utilizar essa tabela na negociação de veículos usados e seminovos? Veja aqui! 

Primeiramente, vamos entender um pouco mais sobre a Tabela FIPE e os parâmetros utilizados para definir o preço médio dos veículos no mercado: 

O que é a Tabela FIPE?  

A Tabela FIPE foi criada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) para servir como uma base de consulta do preço médio de veículos do mercado brasileiro. 

Para a construção dessa tabela são apurados os preços médios de veículos e utilitários a partir do ano modelo de 1985. Já para caminhões e micro-ônibus, o ano modelo é 1981, e para motos, triciclos e quadriciclos, o ano modelo é 1990. 

No caso dos caminhões, são apurados somente os preços médios dos chassis cabine, ou seja, sem contar os baús. 

Por fim, para os carros zero km, a apuração é feita com base em uma versão com opcionais básicos, intermediários e completos. 

O processo de apuração dos preços de cada carro é feito da seguinte forma: 

Primeiramente, um representante da FIPE vai até as concessionárias e lojas de carro e faz um levantamento dos valores que são ofertados para cada modelo. Nesse levantamento, são tomados como base somente os preços oferecidos para pagamentos à vista. 

Em seguida, esses valores são analisados e são excluídos os preços muito altos e muito baixos. Após isso, é feita uma média dos valores que foram mantidos nessa primeira análise, chegando ao preço médio de cada veículo no mercado. 

Nesse cálculo, são desconsiderados os veículos:

  • Para revenda, para frotistas e para o Governo;
  • Blindados;
  • Personalizados com conversão de motor;
  • Transformados;
  • De fabricação própria ou de marcas não consolidadas no mercado;
  • De importação independente e de teste. 

Como consultar essa tabela? 

Para consultar a Tabela FIPE de carros, você deve acessar o site: veiculos.fipe.org.br 

Em seguida, basta rolar a página até o final, para encontrar os campos no qual você deverá selecionar a categoria de veículos que pretende consultar: 

Após isso, basta selecionar o período de referência, a marca, o modelo e o ano do modelo e clicar em “Pesquisar”: 

Como definir o valor de revenda com base na Tabela FIPE de carros? 

É importante que você se lembre que o valor encontrado na Tabela FIPE é apenas uma média dos preços do mercado. Sendo assim, para definir o valor de revenda da forma correta, você deve consultar a tabela e aplicar, sobre os valores encontrados, alguns fatores de correção: 

1 – Condições de uso do veículo 

As condições físicas do veículo têm uma forte influência no valor de revenda que poderá ser aplicado.

Se o carro tem:

  • Avarias;
  • Problemas mecânicos;
  • Peças da parte interior desgastadas;
  • Pintura mal cuidada;
  • Qualquer outro problema que desvaloriza o carro visualmente.

Será necessário diminuir o valor encontrado na Tabela FIPE, para fazer uma negociação justa. 

2 – Itens opcionais 

Quanto mais itens opcionais o veículo tem, maior pode ser o valor de revenda. Então, avalie quais são os itens de série da versão básica do modelo que você pretende vender e aumente ou diminua o valor de revenda com base no custo/benefício dos equipamentos que o veículo possui. 

3 – Quilometragem 

Os veículos que têm quilometragem mais alta são mais desvalorizados no mercado. Isso tem relação com as manutenções que ficam mais frequentes, além da possibilidade maior de apresentar problemas mecânicos graves. 

É claro que esse não é um fator isolado. Todos os fatores de correção devem ser avaliados em conjunto, para que o preço de revenda seja realmente próximo ao valor real do veículo.

Um carro que esteja em boas condições de uso, mesmo com a quilometragem mais alta, pode não sofrer uma desvalorização tão grande. 

4 – O histórico do veículo 

Os veículos usados e seminovos podem ter problemas no histórico que desvalorizam o seu valor de mercado.  

Entre esses problemas estão: passagem por leilão, indício de sinistro, histórico de roubo e furto, débitos e restrições e recall pendente

Essa desvalorização está relacionada ao risco desses veículos terem algum dano estrutural ou até mesmo do proprietário ter algum problema no momento da transferência e do licenciamento

Os carros de leilão, roubados e sinistrados, por exemplo, perdem em média 30% do seu valor de mercado, mesmo que estejam em boas condições. 

Leia também: Como ganhar dinheiro vendendo carros de leilão? Veja aqui! 

Uma boa forma de consultar a situação do veículo é por meio das consultas veiculares da Checktudo!  

Basta informar o número da placa ou do chassi para ter acesso a mais de 30 informações do histórico do veículo. 

É possível validar os dados cadastrais, identificar fraudes, saber qual é o risco de recusa em comercialização, e muito mais! 

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Leia também: Consulta veicular: o que é? Quais são as vantagens? 

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